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Ações para redução da CCS: práticas inegociáveis
O controle da mastite exige ações e algumas práticas são inegociáveis. Elas estão relacionadas a procedimentos básicos que devem ser realizados na rotina de forma padronizada e correta, por todos os funcionários. Além da garantia de bem-estar animal, nutrição e programa sanitário adequados, manutenção preventiva e corretiva do equipamento de ordenha, as Boas Práticas Agropecuárias são inegociáveis, assim como a gestão eficiente dos dados.
As práticas inegociáveis e que estão diretamente relacionadas ao controle da mastite e redução da CCS, no dia a dia, incluem ações nos seguintes pontos:
a) manejo de ordenha;
b) diagnóstico para tomada de decisão;
c) linha de ordenha;
d) uso responsável de antibiótico;
e) tratamento de vaca seca;
f) planejamento de descarte sob orientação técnica;
g) treinamento de funcionários
h) biosseguridade
Em relação ao manejo de ordenha, é preciso garantir uma preparação adequada das vacas com realização do teste da caneca em todas as ordenhas, todas as vacas e em todos os quartos mamários (detecção precoce da mastite clínica, estímulo para a descida do leite e eliminação da porção mais contaminada do leite); do pré-dipping (cobrindo todo o teto, usando bons produtos, aguardando 15 a 20 segundos) e da secagem com papel toalha descartável. O tempo de preparação deve ser de 1 minuto a 1 minuto e meio. Na colocação das teteiras, deve-se ter cuidado para admitir a menor entrada de ar; fazer ordenha completa e ininterrupta, evitar sobreordenha, retirar as teteiras no momento correto e fazer o pós-dipping em todas as vacas após todas as ordenhas, cobrindo totalmente os tetos e não apenas, a ponta.
O diagnóstico é fundamental para a tomada de decisão e inclui a realização de análise de CCS individual do leite de toda vaca, todo mês, preferencialmente no dia da pesagem do leite para identificar mastite subclínica (CCS maior do que 200.000 cels/mL), inimiga invisível do produtor. Fazer a cultura microbiológica individual do leite de vacas com mastite clínica e subclínica também é inegociável. Ela é importante para avaliar se é necessário tratar a vaca com mastite clínica na lactação com antibiótico e ainda por informa os microrganismos envolvidos na mastite subclínica. É preciso lembrar que o controle eficiente começa com diagnóstico correto!
A linha de ordenha, considerada regra de ouro, é essencial para evitar que patógenos sejam transmitidos de uma vaca para outra, durante a ordenha. Sugere-se ordenhar os animais na seguinte sequência:
1. Primíparas e vacas sadias (CCS menor ou igual a 200.000 cels/mL, sem patógeno);
2. Vacas recém-paridas (até o primeiro diagnóstico e avaliação);
3. Vacas com mastite subclínica (CCS maior do que 200.000 cels/mL);
4. Vacas infectadas, por exemplo, por Streptococcus agalactiae, Staphylococcus aureus e,
5. Vacas em tratamento com antibiótico em que os animais tratados devem ser segregados e todo o leite descartado, respeitando o período de carência do medicamento.
O uso responsável de antibióticos é outra prática inegociável, pois reduz os riscos de insucesso em tratamentos, quando necessários, por aumento da resistência bacteriana. Esta é uma prática inegociável, pois além de preservar os medicamentos, evita uso desnecessário e aumento da pressão seletiva de resistência, falha no tratamento e riscos de veiculação de resíduos destes medicamentos no leite. Deve-se tratar somente quando necessário e sob orientação técnica de um médico veterinário. Quando tratar, seguir o protocolo MRST, ou seja, Marcar as vacas tratadas; Registrar os tratamentos; Separar as vacas tratadas; Tratar de acordo com a bula e ordenhar as vacas tratadas por último, descartando todo o leite da vaca e não apenas do quarto tratado e respeitando o período de carência, segundo a bula.
Em relação ao tratamento de vaca seca, deve-se secar todas as vacas e tratá-las com antibiótico de vaca seca, 60 dias antes do parto, com a máxima higiene e antissepsia. As vacas tratadas na secagem também devem ser marcadas. O tratamento de vaca seca é muito importante: elimina os patógenos que estavam na glândula mamária na lactação, previne as infecções novas adquiridas no período seco e reduz a CCS no início da lactação.
É necessário entender que a produção de leite com baixa CCS passa pela realização destas práticas, que são inegociáveis. O descarte, sob orientação técnica, de vacas com mastite crônica e outras enfermidades é outra ação importante. Ao implantar estas práticas, o produtor de leite evita que a CCS aumente, que a produção reduza e que a qualidade de leite piore, prevenindo grandes e representativos prejuízos na fazenda. Além disto, recebe bonificação por meio do pagamento por qualidade quando o leite produzido apresenta baixa CCS.
Como mensagem final, destacamos que a mastite subclínica é um inimigo invisível. Ela reduz a produção, aumenta a CCS, piora a qualidade do leite e gera grandes prejuízos econômicos para a fazenda. Essas práticas não são opcionais! São na verdade, INEGOCIÁVEIS! É preciso agir todos os dias, em todas as vacas, pois os resultados aparecem. Depende de você, produtor! A sua atitude faz a diferença!
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