- Início
- PROCAMPO
- Especialistas
- Indicadores de saúde de glândula mamária: o que nos dizem os resultados
Indicadores de saúde de glândula mamária: o que nos dizem os resultados
Entender os indicadores de saúde de glândula mamária é fundamental para a tomada de decisão visando o controle da mastite. Eles representam muito mais do que simples números e na verdade, nos direcionam para o que precisa ser feito para o controle da mastite.
Entre os indicadores de importância, destacam-se quatro índices percentuais:
a) de vacas sadias; de vacas com mastite subclínica;
b) de vacas com mastite crônica;
c) de novos casos de mastite;
d) de vacas curadas.
Avaliar estes indicadores, mês a mês, permite identificar se as medidas adotadas na fazenda estão adequadas e se a mastite está sendo controlada ou não. Para avaliar estes indicadores, no entanto, é preciso entender, antes, o que cada um significa.
Consideramos uma vaca como sadia, quando a CCS de seu leite é menor ou igual (≤) 200.000 cels/mL e no caso de uma vaca com mastite subclínica, quando a CCS é superior (>) a 200.000 cels/mL. Este é o primeiro ponto importante, ou seja, saber quando uma vaca está sadia e quando está com mastite subclínica. Mastite crônica está relacionada à CCS maior que 200.000 cels/mL em dois ou mais meses consecutivos na lactação. Consideramos novos casos de mastite quando os animais apresentam contagem menor ou igual a 200.000 cels/mL no mês anterior e no subsequente, maior. Uma vaca é considerada curada quando, no mês anterior, a CCS era maior que 200.000 cels/mL e no mês seguinte, é menor ou igual a 200.000 cels/mL (Quadro 1). Outro indicador importante é o índice de mastite clínica/mês. Sugere-se como meta, < 5%/mês, lembrando que quanto menor este índice, melhor.
Quadro 1. Indicadores de saúde de glândula mamária segundo a CCS, realizada mensalmente.

Todas estas informações são fornecidas por alguns laboratórios da RBQL em seus diferentes Relatórios aos produtores que analisam a CCS individual do leite das vacas, todos os meses. É importante destacar que esta análise deve ser realizada todo mês e de todos os animais. Quando iniciamos estas análises e interrompemos a sua realização, todo trabalho pode ser comprometido.
E o que devemos considerar como metas para estabelecermos um controle eficiente de mastite nas propriedades? Na verdade, há várias sugestões de metas a serem alcançadas e elas podem variar um pouco, dependendo da fonte. Independentemente da fonte, é importante avaliar os indicadores e sempre buscar uma meta (Quadro 2), lembrando que dependendo da situação, devemos fazer um planejamento até o alcance da meta ideal.
A CCS é um parâmetro de qualidade do leite que não conseguimos melhorar com a mesma velocidade que a Contagem Padrão em Placas (CPP). A melhora dos resultados de CCS do leite depende de ações padronizadas nas fazendas, de monitoramento sistemático e de adoção boas práticas de ordenha, de segregação de animais, por exemplo, com mastite crônica, de linha de ordenha, de secagem e de tratamento de vaca seca e de descarte sob orientação técnica. Tudo isto está relacionado à atitude e ao comprometimento em busca de resultados melhores de controle da mastite, de atendimento da legislação e consequentemente, de conformidade e rentabilidade da fazenda.
Quadro 2. Indicadores do status da glândula mamária segundo a CCS e meta proposta.

As ações a serem implementadas de acordo com os resultados de CCS e preferencialmente associados aos de cultura microbiológica, incluem: segregação e linha de ordenha, secagem e tratamento de vaca seca e descarte. É importante associar a análise de CCS individual à realização de cultura microbiológica para identificar os microrganismos envolvidos, por exemplo, em casos de mastite subclínica e principalmente de mastite crônica. Desta forma, além da segregação, primeiramente devem ser ordenhados animais sadios; vacas recém-paridas (até o primeiro diagnóstico e avaliação); seguidos de animais com mastite subclínica; depois, vacas com mastite crônica e por último, vacas com mastite clínica e em tratamento com antibiótico. A linha de ordenha é fundamental para evitar que principalmente patógenos altamente contagiosos como, por exemplo, Streptococcus agalactiae, Staphylococcus aureus e Mycoplasma bovis possam ser transmitidos de uma vaca para outra durante a ordenha.
No caso de animais com DEL (Dias em Lactação) avançado e positivos para Staphylococcus aureus, que não responde bem ao tratamento na lactação, sugere-se a secagem e tratamento de vaca seca. Cada situação deve ser avaliada individualmente, associando, sempre que possível, os resultados de CCS e de cultura microbiológica. A decisão de descarte, por sua vez, deve levar em consideração o histórico do animal (mastite crônica, alta taxa de mastite clínica, problemas reprodutivos, idade, entre outros). Esta decisão deve sempre ser tomada após criteriosa avaliação técnica e para isto, é fundamental manter sempre atualizados os registros.
Lembre-se, o controle eficiente começa com diagnóstico correto e para tal, fazer a CCS individual todo mês, a cultura microbiológica dos animais com mastite (crônica, subclínica e clínica) e avaliar os indicadores é fundamental. Como sempre digo, “Só controla quem monitora”!
PRODUTOS
Conheça nossos produtos
DICAS
Conteúdos exclusivos
RECEITAS
Queremos inspirar você! Por isso, reunimos receitas deliciosas com os melhores ingredientes.
SERVIÇOS
Você que é cliente, consumidor, fornecedor ou representante, esse espaço é para você!