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Nutrientes e fortificação do Leite Desnatado

08 DEZ 2017

            O leite desnatado recebe essa denominação por passar pelo processo de “desnate”, ou seja, retirada de sua nata, sua porção de gordura. Por isso, é um leite bem mais magro, leve e com menos calorias. Para os adultos em geral e até os idosos, os leites com redução de gordura podem ser os mais adequados.

            Porém, o leite é fonte natural de vitaminas A e D, classificadas como lipossolúveis, o que significa que são solúveis em gorduras e, portanto, estão geralmente associadas a ela. Assim, o processo de retirada da gordura promove a perda de parte dessas vitaminas.

            A vitamina A desempenha papeis fundamentais ao no bom funcionamento do corpo humano, como a participação na diferenciação celular, na função imune e na visão, além da ação antioxidante desenvolvida pelos carotenóides, o que lhe confere a capacidade de prevenir contra o envelhecimento precoce, alguns tipos de câncer e doenças cardiovasculares. A vitamina D garante a melhora da absorção do cálcio no intestino, além de regular o teor desses mineral no sangue e nos ossos.

            O cálcio, por sua vez, não é somente o maior constituinte de ossos e dentes. Ele também participa da contração muscular, do processo de coagulação sanguínea, da transmissão do impulso nervoso e, de acordo com estudos mais recentes, auxilia na regulação da pressão arterial e na redução e manutenção do peso.

            No entanto, uma pesquisa brasileira de 2007 mostrou que 90% dos entrevistados consomem apenas 1/3 da recomendação diária de cálcio, o que equivale a apenas 400mg por dia. Mais uma vez, para corrigir esse consumo deficiente, a fortificação do próprio leite, naturalmente rico em cálcio, com mais cálcio, parece ser a resposta ideal.

            Dessa forma, o leite desnatado fortificado com vitaminas como a A e D e com cálcio, não somente é mais saudável, como também mais completo, e pode ser  uma excelente alternativa para o consumo inadequado destes micronutrientes. 

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

 

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.
  2. CARDOSO, M.A. (coordenação); VANNUCCHI, H (edição da série). Nutrição e Metabolismo – Série Nutrição Humana. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan: 2006.

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